[21/02/2013] Preto nada básico

Crédito: Errol Sasse

No mundo da moda a cor preta é básica, mas na hora de pintar uma parede, muitos descartam a cor como opção. Entre as razões, surgem as mais variadas explicações, como dizer que escurece e diminui o ambiente, que desbota com facilidade, que deixa o local mais quente ou que quando enjoar é difícil demais de clarear novamente. De acordo com o arquiteto Osvaldo Segundo, nada disso é verdade. Clássicas, casuais ou contemporâneas, uma decoração preta é atemporal, elegante e uma base perfeita para acolher outras cores.

Quando se pensa em preto para a decoração, a ideia é o efeito de ausência de forma e anulação dos ângulos. Nos fundos dos palcos de teatro, 90% dos cenários costumam utilizar a tonalidade para que os artistas e as vestimentas se sobressaiam. Em casa a intenção é basicamente a mesma.

Para Segundo, o ideal é antes de começar a decorar, analisar o espaço e decidir qual o estilo que deseja conferir ao ambiente. Contemporâneo, casual com uma mistura descontraída de peças e padrões ou clássico e elegante com detalhes requintados. ”Saber exatamente o efeito que se busca é o primeiro passo para não errar no resultado final”, adverte.

Na sala a tonalidade é uma ótima alternativa para dar mais destaque ao home theater, que pede clima intimista e conforto visual. “Tudo é pensado para que o foco seja para a TV, já que é lá que rola a vibração e a emoção”, explica. A base neutra da parede, além de tudo, valoriza os móveis e objetos de decoração.

Mas para quem pensa que a parede preta se restringe à sala, está muito enganado. Segundo enfatiza que é possível usar essa alternativa de decoração para diversos cômodos. “Com tinta preta esmalte fosca é possível transformar a parede do quarto de uma criança em uma lousa, criando um ambiente diferente e divertido”, opina. Além disso, ele ainda comenta que a vantagem é que combina com qualquer cor e aceita a maioria dos acabamentos de móveis e revestimentos de pisos. “Já fizemos uma parede preta em um lavabo e o resultado foi exatamente o que o cliente queria: aconchego e sofisticação”, relembra.

O teto preto é outra dica que pode ficar muito bem em espaços reduzidos e, inclusive, dar uma sensação de amplitude ao local. “O preto é uma cor que evoca mistério e dramatismo e que, na decoração, permite também sensação de conforto”, destaca.

Crédito: Fabio Jr – Obvio 3D

[24/05/2012] Vasselai Incorporações apresenta o edifício Free

Foram praticamente dois anos de pesquisa e desenvolvimento para chegar ao projeto final: um prédio que nos prima pela estética, design, funcionalidade, racionalidade e conforto. Assim é o edifício Free, que será lançado pela Vasselai Incorporações. Ele será construído na região central de Blumenau unindo o urbanismo da Avenida Martin Luther com a calma da rua sem saída Hermann Baumgarten. A obra deve ser finalizada em 2014.

O desenho das sacadas é uma das características principais e criam uma linha irregular que contorna todo o prédio unindo as fachadas, proporcionando movimento e uma identidade singular. Osvaldo Segundo, um dos arquitetos responsáveis pela obra, explica que um dos diferenciais do edifício é que ele não terá uma frente principal. “Como ele é será visto de vários ângulos, não foram projetados apartamentos voltados aos fundos e, desse modo, ele possui quatro frentes”, afirma.

Devido ao sistema viário do entorno e para proporcionar maior praticidade, o acesso de veículos se dá pelas duas ruas, também com o objetivo de diminuir pela o trânsito gerado se fosse em apenas uma só. O hall de entrada para pedestres ficará na rua sem saída, sem trânsito intenso de veículos e com uma escala mais humana.

Todo o projeto contou com a opinião do Arquitetura Colaborativa, site de crownfunding criado pela Vasselai em maio de 2011. Outro destaque do empreendimento é o Design Id, um novo projeto da Vasselai que está sendo lançado no Free. O objetivo é que todos os próximos edifícios da construtora contem com um designer ou arquiteto para projetar um ambiente exclusivo. Para essa primeira vez, os designers da Fetiche Design, Carolina Armellini e Paulo Biacchi, serão os responsáveis pela personalização do hall de entrada e dos elevadores. A intenção é fazer com que a estrutura inspire sensações.

[16/03/2012] Ergonomia não é só coisa de escritório. Veja como você deve aplicar os conceitos em casa

O termo ergonomia geralmente remete a escritório. Muito se fala sobre a importância de ter o monitor a altura dos olhos e a cadeira bem ajustada à estrutura física de cada um. Mas o que você pode não saber é que a ergonomia é uma das partes mais importantes na elaboração de um projeto residencial.

O arquiteto Osvaldo Segundo explica que o termo “engenharia humana” já foi utilizado para definir ergonomia, não por acaso. “A arquitetura tem ligação direta com a forma de viver das pessoas. E o espaço onde elas estão interfere de forma direta na qualidade de vida de cada um”, comenta. “Se o espaço não oferece condições que primam pela saúde de quem vive lá, pode acabar gerando muitos problemas”, afirma.

Por exemplo, você já parou para pensar na sua postura quando precisa pegar alguma coisa no armário? Ou então para sentar à mesa? E para cozinhar ou fazer alguma coisa na pia? Essas ações simples podem desencadear problemas como dores na coluna, por exemplo, se não foram bem pensados.

“Nos projetos que nós desenvolvemos, analisamos não só a beleza do ambiente, mas a sua funcionalidade e a relação que tem com as pessoas que vão viver nele. Todos os cômodos e móveis, além de serem visualmente atraentes aos olhos de quem vive lá, também precisam ser úteis na qualidade de vida das pessoas”, explica.

Abaixo, alguns exemplos de medidas ergonômicas retirados do livro Dimensionamento humano para espaços interiores, de Julius Panero e Martin Zelnik.

Não deixe de perguntar ao ser arquiteto se ele toma este tipo de cuidado na hora de projetar o lugar onde você vai morar. Sua saúde agradece.

Como você vive?
Outra questão importante que pode ser desenvolvida em alguns edifícios é a personalização do layout do apartamento. O que isso tem a ver com a sua qualidade de vida? Tudo. “Muitas vezes, integrar ambiente pode fazer a família ficar mais próxima, ter mais contato. Ou então, um corredor reposicionado pode gerar mais espaço para armários”, explica Osvaldo.

[06/03/2012] Edifício residencial mudará linha do horizonte blumenauense

Localização privilegiada próximo à região central, arquitetura moderna e valorização da paisagem urbana. São essas algumas das características do novo edifício projetado pela Pamplona Empreendimentos, que atua em Jaraguá do Sul, Itajaí e Rio do Sul, e que lança o primeiro projeto em Blumenau em parceria com o escritório Osvaldo Segundo Arquitetos Associados. As obras do Residencial Selma Fiedler, que será erguido em um terreno próximo da Furb, devem iniciar ainda em 2012.

Os 115 apartamentos serão distribuídos em 26 andares de uma área em que, segundo o Plano Diretor, é permitida a verticalização e incentivada a ocupação. Entre os diferenciais do edifício estão os blocos que ficarão em destaque do volume principal do prédio, criando alguns apartamentos maiores e outros com varandas suspensas. Além disso, a própria altura do edifício, que está entre os maiores de Blumenau, é um dos diferenciais do prédio.

Os apartamentos serão de dois e três dormitórios com uma suíte. Além disso, haverá no condomínio infraestrutura moderna com ampla área de lazer com piscina, academia, brinquedoteca, playground, cinema, sala de jogos, petspace e ainda lavanderia e lan house.

[10/02/2012] Estação Lancaster: moda, design e inovação no espaço criado pelo OSA

Imagine a possibilidade de dar sugestões sobre o local onde você trabalha. Também poder participar das decisões e alterações nos projetos apresentados. Estes foram dois fatores muito importantes do desenvolvimento do projeto da Estação Lancaster, de Blumenau (SC). O espaço já recebeu alguns eventos e repercutiu muito no mundo da moda.

Osvaldo Segundo explica que o projeto surgiu da vontade da Lancaster de ter um ambiente que inspira a criatividade no seu mais amplo significado. “A idéia era transmitir o estilo da empresa em um ambiente que de liberdade, amplitude, iluminado e descontraído. Era poder dar ainda mais condições de atendimento aos seus clientes e de que a equipe de designers pudessem criar”, explica.

“Fizemos uma pesquisa para transformar a Estação Lancaster em referência neste tipo de ambiente. O processo de projeto foi totalmente colaborativo e o ambiente final permite que as pessoas possam alimentar os espaços com suas próprias idéias, seja no revestimento de uma parede, numa peça de decoração ou em um sofá que pode se desconstruir em vários e trocar de lugar. O espaço se torna dinâmico”, finaliza o arquiteto.

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