[20/09/2011] Terceira edição do Painel Mudanças Climáticas é sucesso em Joinville

Mais uma edição do Painel Mudanças Climáticas foi sucesso ontem em Joinville. O evento, promovido pelo SindsegSC – Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização em Santa Catarina, reuniu mais de 200 pessoas no V12 Lounge e Eventos na noite de segunda-feira, 19 de setembro. O palestrante da noite foi Juarês José Aumond, doutor em Engenharia Civil e mestre em Geografia. Diversas autoridades marcaram presença no evento.

Na abertura, o presidente do SindsegSC, Paulo Lückmann, lembrou que um dos grandes objetivos do seguro é dar a população tranqüilidade para sonhar e realizar seus sonhos. E, por isso, o mercado está atento às questões das mudanças no clima. “Precisamos esclarecer e envolver a população nesta questão. O objetivo da entidade é disseminar a informação para começarmos a fazer a nossa parte para mudar o cenário assustador que o professor Juarês nos apresenta”, comentou. O executivo considerou o evento mais um sucesso. “Estamos muito próximos de completar mil participantes nesta rodada de eventos”.

Dados apresentados pelo palestrante, mostraram que, em 1966, o Rio de Janeiro registrou 70 mortes por desmoronamentos. Em 2011, na região serrana, foram mais de 1000 mortos. “Isso responde a uma das perguntas que eu mais ouço: as mudanças climáticas são um processo recente? Não. Elas acontecem há milhares de anos. O que mudou é a proporção e a freqüência destas catástrofes, cada vez maior por causa da influência do homem”, explicou Juarês.

Ele explicou também que os desastres naturais são um reflexo da organização da sociedade e causam efeitos diretos e muito sérios na política e na economia. “A agricultura, a bioversidade, a estrutura viária, a saúde e a construção civil são alguns dos setores que já sofrem influência direta das alterações no clima”, disse o pesquisador. Juarês exemplificou com um item básico no nosso dia-a-dia: o algodão. Segundo ele, o aumento dos preços não só teve reflexos muito sérios na indústria, mas também no bolso do consumidor.

“Depois da revolução industrial, o homem se tornou o fator mais atuante para as mudanças climáticas. Segundo pesquisas mundiais, se o comportamento não mudar, até 2050 teremos 1,5 bilhões de pessoas expostas a grandes desastres, além de um novo tipo de refugiado: o ambiental”, finalizou Juarês.


Créditos das fotos: Castro Leão Estúdio