Melz Assessoria de imprensa

[22/03/2012] De caseiras para artesanais: mercado aquecido e crescimento de cervejeiros são destaques do Festival Brasileiro da Cerveja
22/03/2012

Quem visita o pavilhão 2 do Parque Vila Germânica durante o Festival Brasileiro da Cerveja pode nem notar um movimento que acontece entre os estandes. Mas ele é extremamente representativo para o mercado de cervejas Premium. As marcas participantes são divididas entre caseiras e artesanais. Muitos dos cervejeiros que estiveram no evento pela primeira vez como caseiros já mudaram de categoria e voltam nesta edição com seus negócios evoluindo e se consolidando no mercado.

É o caso de André e Fernanda Junqueira, da Morada Cervejaria. “Eu comecei a fazer cerveja despretensiosamente. Quando o Paulo Schiavetto provou e me aconselhou a inscrever em um concurso nacional de cervejas, eu nunca imaginei que chegaria até aqui”, explica André, que mora em Curitiba (PR). Em 2010, a Morada veio pela primeira vez para o Festival como caseira. Foi muito elogiada não só pelo público mas também pelos convidados internacionais. Já em 2011, voltaram como cervejaria.

“Estamos planejando a nossa produção junto com um pub e muitas outras novidades. O Festival teve um papel fundamental na divulgação da marca e na nossa confiança em levar o projeto adiante e nos transformarmos em uma cervejaria”, explica André.

Também foi isso que aconteceu com a Sauber Bier. Renato Marquetti Jr. é engenheiro químico aposentado e, há cerca de três anos, resolveu começar a fazer cerveja. A primeira cerveja que fez, de abóbora, já foi um sucesso na edição de 2010 e de 2011 do Festival da Cerveja, quando a marca esteve em Blumenau como caseira. “O Festival nos deu muita mídia, muito reconhecimento. Ver as pessoas provando a nossa cerveja e indicando nos deu um grande estímulo”, explica Renato.

O lançamento da Sauber Bier neste Festival é a Lady in Black, cerveja que Renato produziu para a esposa Vanesca, que mesmo tendo apoiado a cervejaria desde o início, não era apreciadora da bebida. “Claro que eu adorei. É uma cerveja escura, como as mulheres gostam, mas que por outro lado é leve”, explica ela.

E no ano que vem?
Nos estandes das cervejarias caseiras no Festival da Cerveja, alguns já estão se preparando para voltar como artesanais. Anuar Tarabai e Daiene Matzeck, da F#%*ing Beer, estão entre eles. “Em 2011 ficamos na lista de espera para vir ao Festival. De última hora conseguimos o estande e viemos, sem conhecer a cidade nem como seria. Vendemos tudo”, lembra Anuar.

O plano para o próximo ano é voltar como cervejaria artesanal. “Já estamos trabalhando para isso. No Festival do ano passado recebemos e-mails de várias pessoas de diversos cantos do país. Com certeza, foi importantíssimo”, afirma Anuar.

Fernanda e André Junqueira, da Morada Cervejaria (Crédito Eraldo Schnaider)

Renato Marquetti Jr. e Vanesca, da Sauber Bier (Crédito Eraldo Schnaider)

Anuar Tarabai e Daiene Matzeck, da F#%*ing Beer (Crédito: Eraldo Schnaider)