Melz Assessoria de imprensa

[26/10/2011] Aprovado projeto de lei que obriga a instalação de provadores adaptados nas lojas de roupas e calçados de SC
26/10/2011

Pensando na grande dificuldade que muitas pessoas com deficiência devem passar na hora de entrar em um provador de roupas, e devido ao grande volume de queixas sobre este tema, a deputada Ana Paula Lima (PT) resolveu elaborar um projeto que determina que todo estabelecimento comercial de vestuário adapte um provador para pessoas com deficiência motora ou cadeirante. O projeto 453/9 foi aprovado pela Assembléia Legislativa na sessão da última terça-feira, (19/10) e encaminhado para sanção do executivo estadual.

As pessoas portadoras de deficiência física, em sua grande maioria, encontram dificuldades quando necessitam comprar suas roupas. Ainda são poucas as lojas que dispõe de provadores adaptados ao uso. “Embora amparados pelo Estatuto das Pessoas com Deficiências, muitas dificuldades ainda são enfrentadas no dia-a-dia por estas pessoas que, por alguma razão encontram-se numa situação de deficiência física – às vezes, de natureza definitiva – e privada de mecanismos estruturais que possibilitem exercer as atividades mais rotineiras, como provar uma roupa ou um calçado. Por isso elaboramos este projeto e esperamos agora a sensibilidade do Governo do Estado para a sua aprovação”, explica a deputada.

Em Blumenau, alguns empreendimentos se anteciparam e já seguem as especificações do projeto. É o caso da loja Dona Karlota, localizada no Centro da cidade. A proprietária, Karla Althoff, enfatiza que assegurar que estas pessoas tenham a oportunidade de escolher suas roupas e prová-las não é privilégio, mas sim, um direito à cidadania. “É direito do consumidor provar o que vai comprar e não dispor de um local apropriado para que todos, sem exceção, possam fazer isso, vai contra a legislação”, destaca.

Para a lojista a ideia do projeto é pertinente e necessária. Ela comenta, contudo, que para garantir ainda mais a inclusão social da pessoa com deficiência, é imprescindível pensar também na acessibilidade. “Dar condições para que o deficiente físico se locomova na cidade com liberdade e consiga chegar à loja que conta com o provador adaptado é algo que precisa ser cumprido à risca”, lembra.