Melz Assessoria de imprensa

[30/08/2011] “Quero ter um em casa”
30/08/2011

Ele é utilizado em apresentações em escritórios, salas de cinema e tem sido visto cada vez mais em ambientes residenciais. Um equipamento que, para muitos, é usado apenas quando necessário. Quem não conhece, acredita que é muito caro e uma TV dá conta do recado. Outros ainda acham que não é prático, e tem aqueles que dizem até que não teriam um nem de graça. Mas quando a tela branca se “acende” e uma imagem muito maior aparece, é difícil acreditar em tudo que acabou de ser dito. Francisco Marengo, diretor da Prime Home, diz tudo – “lembra quando você foi no cinema pela primeira vez? Qual foi o seu primeiro pensamento?”

Estamos falando de um projetor. Hoje em dia ele é menor, muito mais barato que há alguns anos e traz qualidade muito superior. Pode ser instalado até em espaços pequenos e, se for projetada adequadamente, pode ser o centro das atenções na sua própria sala de cinema. “Não há discussão. Você pode dizer que uma TV basta, mas quando um projetor Full HD é ligado em uma tela muito maior, você não consegue voltar atrás”, comenta Francisco.

Mas assim como com qualquer outra tecnologia, os projetores vêm em muitas formas. Qual aspecto escolher? Qual é melhor, DLP ou LCD? O engenheiro da Prime, Rodrigo Pamplona, diz que não há uma fórmula para cada caso, mas há direções que podem ser seguidas. “Existem três aspectos. O 4:3, que é o ‘quadrado’ tradicional, o 16:9, que é o wide e os 1.85:1 e 2.39:1, que são os chamados superwide, comumente usados em cinemas. Para apresentações em escritórios, o mais usado costuma ser o 4:3, pois imita a tela de um computador sem alterações. Já o home cinema deverá seguir a linha wide”, explica. A razão é simples. O formato padrão de filmes, atualmente, em DVD e Blu-ray é widescreen, ou seja, 16:9. É o mais indicado para quem é cinéfilo e gosta da fidelidade ao cinema.

Outra característica que deve ser observada na hora da aquisição é a tecnologia de projeção. Atualmente são duas: DLP e LCD. O DLP é a mais tradicional e, portanto, a mais usada. Ele projeta luzes através de um prisma, criando as três cores fundamentais para qualquer imagem: azul, verde e vermelho. Isto tudo é coordenado por um chip especial. Entre as vantagens do DLP, estão o melhor contraste, alta definição e melhor geometria, o que garante uma imagem mais suave. Por estas características, ele é o mais usado em home cinemas. Em contrapartida, ele esquenta mais, fazendo com que o cooler trabalhe bastante, tornando-o o modelo que mais faz barulho. Ele também pode apresentar o chamado efeito arco-íris. “Alguns modelos projetam as cores levemente fora de ordem, distorcendo o contraste e apresentando cores que não são originais da imagem. Mas, normalmente, apenas os aficionados por uma imagem perfeita percebem”, explica Rodrigo.

O outro modelo é o LCD, cuja tecnologia é mais simples. Ele possui uma tela de LCD e uma lâmpada atrás. A tela cria a imagem e a lâmpada ilumina a tela de forma que a projeção saia do outro lado. Sua grande vantagem é a capacidade de projetar imagens sem perder a qualidade mesmo em ambientes mais claros, fazendo com que seja o mais usado em apresentações corporativas. “Como escritórios são ambientes mais abertos, é difícil escurecer o suficiente para utilizar o DLP. Neste caso, o LCD é o ideal”, comenta Rodrigo. Os contras são os mesmos encontrados em outros aparelhos LCD, como monitores e televisores. “Ele pode apresentar um ponto colorido ou escuro, fixo na imagem. Isto se deve a um pixel queimado, que acontece em telas de LCD. Outro contra é a qualidade da resolução da tela do projetor. Caso não seja alta, certas imagens podem ficar mais ‘quadradas’ nas bordas, pois a quantidade de pixels é menor”, explica o engenheiro. “Alguns modelos mais recentes utilizam lâmpadas de LED na projeção LCD. Isto garante maior vida útil no aparelho e economia, mas é uma tecnologia que ainda está sendo aprimorada”, diz Rodrigo.

Por último, a resolução. SD, HD ou Full HD? “Novamente é um caso de necessidade e gosto. Empresas são movidas na base do necessário e por isso optam pelos modelos 4:3 com resolução SD. Neste caso o equipamento é utilizado para carregar mensagens, como apresentações de slides, e alta definição não é necessária”, explica Francisco. Já no caso do home cinema, a escolha é entre HD e Full HD. Com o barateamente do Blu-ray, o Full HD tornou-se o vencedor. “O mais escolhido acaba sendo o Full HD, por ter a imagem da mais alta definição – graças ao Blu-ray – e capaz de saciar o gosto de quem realmente quer ter um cinema em casa. A qualidade será superior a qualquer outra. O único risco é não querer mais sair de casa”, brinca Francisco.