Melz Assessoria de imprensa

A cultura do feedback e por que você não deve somente seguir regras
24/03/2017

É cada vez mais comum encontrar pessoas que carregam em sua carreira um misto de decepção e arrependimento quando o assunto é a escolha de uma empresa. Ao ser contratado, o profissional busca entregar aquilo que lhe foi proposto e receber, em contrapartida, os benefícios oferecidos. Neste processo não é raro se deparar com empresas e pessoas que sentem que falharam neste processo e que não sentem clareza em relação ao relacionamento entre ambos os lados.

O consultor empresarial Roberto Vilela explica que a maioria destes conflitos poderia ser evitada se as empresas trouxessem a cultura do feedback para a rotina diária, e não a resumisse a encontros periódicos. “É importante que exista um cronograma para alinhamento das ações e que após encerrar determinado trabalho o profissional receba uma avaliação. No entanto o feedback vai muito além. Ele precisa se tornar algo cultural e essa relação precisa ser transparente já no processo de contratação”, diz.

Roberto explica que, independentemente da área em que será alocado, um trabalhador já deve ingressar na empresa sabendo o que precisa entregar. “A companhia só pode prometer o que de fato irá cumprir. Mudanças de plano podem, sim ,ocorrer mas não podem afetar essa relação de transparência com a equipe. Em contrapartida, os profissionais devem deixar claro se estão ou não preparados para assumir as tarefas designadas. Muitas vezes é melhor recusar uma promoção do que aceitá-la e não estar pronto de fato”, enfatiza.

Clareza e agilidade são regras de ouro
O consultor da Mega Empresarial acredita que quanto mais discurso feito for adotado – de um lado ou de outro – mais instável a relação tende a ser. “Não se pode deixar um feedback para depois, nem é necessário criar todo um clima para isso. É importante que tanto empresa quanto profissional sejam claros e objetivos. É fundamental que a equipe se sinta confortável para falar o que pensa, sem medo de represália por parte da gerência e que os gestores tenham em mente que o relacionamento profissional deve estar acima de qualquer amizade. Fale, ouça, discorde se achar importante”, avalia.

Por último, Roberto reitera que o processo de feedback deve ser implantado na cultura da empresa, sempre respeitando as opiniões do time. “Faça isso com a mesma naturalidade com que conversa com um colega na hora do cafezinho. Fale das coisas boas e ruins com a mesma naturalidade, sempre com o intuito de buscar soluções, nunca de condenar alguém. Afinal, a equipe está ali em busca de um propósito igual, definido pela empresa, e alinhamentos diários fazem parte da busca pelo sucesso”, conclui.

Sobre o consultor
Roberto Vilela é consultor empresarial e especialista nas áreas de recrutamento de profissionais e estratégias comerciais. Em 2000 fundou, junto com Berenice Cristina Buerger, a Mega Empresarial. Localizada em Blumenau (SC), mas com atuação em todo o Brasil, a consultoria trabalha com headhunter, consultoria comercial, treinamentos vivenciais e palestras. Em muitos dos trabalhos que realiza, alia a paixão pela corrida, que pratica regularmente há mais de seis anos, às lições que a prática traz para os negócios.