Presidente da Acasc desembarca em Brasília (DF) para acompanhar sanção da lei que pode reduzir impostos para microcervejarias

O presidente da Associação das Microcervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), Carlo Lapolli, desembarca hoje (25) em Brasília (DF). Ele vai se unir a um grupo de empreendedores e líderes de entidades de classe que acompanham de perto a sanção da Lei do Simples pelo presidente Michel Temer, que deve acontecer na próxima quinta-fera (27). Há chance de veto ao setor. Ler mais

Número de marcas catarinenses de cerveja triplicou nos últimos quatro anos e produção passa de 1 milhão de litros ao mês

O crescimento das cervejas artesanais em Santa Catarina é perceptível nos supermercados, empórios e restaurantes. E, pela primeira vez, a Associação das Micro Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) realizou um levantamento dos números do segmento no estado, que comprovou esta expansão: as marcas catarinenses atingiram a produção mais de 1 milhão de litros ao mês. Ler mais

Bares e cervejarias de Florianópolis (SC) lançam movimento Eu Bebo Cerveja Local

Foi partindo da observação sobre o uso de growlers (garrafas retornáveis com fechamento hermético utilizadas para que o consumidor leve o chope para casa), que um grupo de bares e cervejarias de Florianópolis (SC) decidiu criar um movimento que estimule as pessoas que gostam de cerveja a provarem os rótulos produzidos na região.

Chamada de Eu Bebo Cerveja Local, a iniciativa tem uma dinâmica simples: em 13 bares e cervejarias, é possível adquirir uma garrafa de 1 litro por R$ 10,00. Em seguida, é só baixar o aplicativo homônimo, disponível para iOS e Android, e conferir quais são os pontos de recarga mais próximos, com horários de funcionamento, chopes disponíveis e valores.

De acordo com um dos idealizadores, Idney José da Silva Jr. (conhecido como Nuno), o movimento começou a sair do papel com a compra coletiva de 2,5 mil growlers. Eles chegaram há cerca de um mês e um novo pedido já foi feito. “O resultado está muito acima do que esperávamos. Mas vamos mais longe: queremos inundar a região com marcas locais e oferecer uma alternativa barata para que o consumidor possa valorizar o que é produzido aqui”, diz.

Outro benefício é que ele consome a cerveja na pressão, sem o processo de pasteurização. “É uma bebida considerada mais fresca e que dura até sete dias na geladeira”, complementa Nuno.

A Associação das Micro Cervejarias da Santa Catarina (Acasc) já se posicionou favorável ao movimento. “A iniciativa foi apresentada na nossa última reunião e gerou outras várias ideias para os associados presentes. Vamos estudar possibilidades de levar o Eu Bebo Cerveja Local para todas as regiões do estado”, confirma o presidente da entidade, Carlo Lapolli.

Participam atualmente do Eu Bebo Cerveja Local os bares Liffey Brewpub, Books & Beers, Coza Bar, DesteHop Chopp, Bar Ilustríssimo e O Viking. As marcas integrantes são: Cervejaria da Lagoa, Cervejaria Vodu, Cervejaria Coza Linda, Cervejaria Kairós, Cerveja Sambaqui, Klaus Bier, Cervejaria Armada, Cervejaria Unika e Liffey.

Sobre a Acasc
Fundada há dois anos para representar as cervejarias artesanais catarinenses, a Associação das Micro Cervejarias de Santa Catarna (Acasc) é uma entidade privada sem fins lucrativos que reúne produtores de cerveja e fornecedores do negócio. São cerca de 30 associadas de diferentes cidades do estado.

Outra luta da associação é a redução da carga tributária, em especial o ICMS. No entendimento da entidade, ele deve ser equiparado ao vinho artesanal que atualmente já possui um tratamento diferenciado em Santa Catarina.

Growlers da Cervejaria Côza Linda fazem parte da ação. Imagem: Divulgação

Growlers da Cervejaria Côza Linda fazem parte da ação. Imagem: Divulgação

Comercial, artesanal ou caseira: Acasc explica os diferentes tipos de cerveja e as obrigações de quem produz cada uma

O mercado das cervejas especiais no Brasil ampliou as opções do consumidor. Antes acostumado a apenas um modelo da bebida, hoje se depara com outras oportunidades e também com uma nova linguagem. Embora weiss, pale ale e dunkel já tenham se tornado termos utilizados no dia a dia dos brasileiros, algumas dúvidas conceituais sobre este setor ainda permeiam as conversas dos apreciadores. Uma das mais comuns é o que leva uma cerveja a ser considerada comercial, artesanal ou caseira.

O presidente da Associação das Micro Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), Carlo Lapolli, explica que não existe um conceito definido por um órgão regulamentador, mas, sim práticas que definem em qual faixa se encaixam os rótulos.

Cerveja comercial: preocupação com a escala
A cerveja comercial é fabricada por empresas que priorizam a produção em larga escala. Neste caso, a preocupação com o custo dos ingredientes acaba levando à opção por itens mais baratos e que garantem que o preço que chega ao consumidor seja minimamente afetado. Por isso, o uso de cereais não maltados como milho e arroz é comum.

Lapolli explica que outra característica deste tipo de negócio é a manutenção dos sabores leves e refrescantes, que estimulam o consumo em grandes quantidades.

Cerveja artesanal: foco na qualidade com operação formalizada
Enquanto nas cervejas comerciais o foco do fabricante é na escala, nos rótulos artesanais a grande preocupação é com o produto. A exploração de novos sabores e utilização de ingredientes que, muitas vezes, impactam no valor que chega ao consumidor são práticas destes negócios. “Os cervejeiros artesanais acreditam prioritariamente no sabor”, resume Lapolli.

Para serem consideradas artesanais, as cervejarias precisam ter registro no Ministério da Agricultura para comercialização dos seus produtos. Também incide sobre elas uma alta carga tributária, que é uma das bandeiras da Acasc. “Não estamos nos isentando do pagamento de impostos. Apenas queremos que a faixa em que nos encaixamos seja justa”, defende o presidente da entidade.

Cerveja caseira: hobby que não pode ser comercializado
Só a Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (Acerva Catarinense), tem 400 associados – fora todas as pessoas produzem cerveja em casa e não são ligadas à entidade. Das panelas destes apaixonados, saem sabores inusitados e receitas que, muitas vezes, só a liberdade da pequena escala pode trazer.

“O movimento dos cervejeiros caseiros é fundamental para que as microcervejarias se consolidem”, destaca Lapolli. Segundo ele, muitos profissionais que iniciaram a produção em casa acabaram criando negócios e hoje tem a cervejaria como profissão.

No entanto, a produção caseira precisa também seguir algumas normas. A mais expressiva delas é a não comercialização dos rótulos. “A informalidade desta atividade não pode ser confundida com a concorrência desleal. Cervejeiros caseiros não possuem registro no Ministério da Agricultura, tampouco são fiscalizados por órgãos como Vigilância Sanitária ou sofrem tributação. Eles não podem comercializar em hipótese alguma a sua bebida”, diz Lapolli.

Sobre a Acasc
Fundada há dois anos para representar as cervejarias artesanais catarinenses, a Associação das Micro Cervejarias de Santa Catarna (Acasc) é uma entidade privada sem fins lucrativos que reúne produtores de cerveja e fornecedores do negócio. São 24 associadas de 17 diferentes cidades do estado.

Outra luta da associação é a redução da carga tributária, em especial o ICMS. No entendimento da entidade, ele deve ser equiparado ao vinho artesanal que atualmente já possui um tratamento diferenciado em Santa Catarina.

Festival Brasileiro da Cerveja só comercializa artesanais que tenham todos os registros pelo Ministério da Agricultura. Imagem:: Daniel Zimmermann

Festival Brasileiro da Cerveja só comercializa artesanais que tenham todos os registros pelo Ministério da Agricultura. Imagem:: Daniel Zimmermann

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