[07/11/2011] Enxergando no escuro

Se existe uma coisa que o ser humano sabe fazer bem é melhorar as coisas. Se você está lendo esta matéria, você gosta de home theaters e televisores. Com certeza, você já pensou em ter mais qualidade de imagem ou som e imaginou qual seria sua próxima compra. Mostramos em março que existem formas de tirar melhor proveito do seu home theater sem precisar adquirir um novo modelo. E se fosse possível ter melhor imagem sem precisar dar um upgrade?

Francisco Marengo, diretor técnico da Prime Home, fala que é possível, através de equalizações e outras ações simples, assistir filmes, seriados ou jogar videogames com imagens melhores. Alguns vilões, porém, ficam no caminho disto. “A principal reclamação é o reflexo. Nível de preto também é um requerimento para assistir um filme com a qualidade de cinema”, comenta Marengo. Mas como resolver o problema do reflexo?

Existem várias formas de resolver completamente ou, pelo menos, amenizar a situação, sem precisar comprar outra TV. Os modelos que mais geram reflexo são as de plasma, por causa de sua tela. “Elas possuem os melhores níveis de preto e também as mais altas taxas de atualização, mas precisam estar em ambientes escuros”, explica o diretor. A solução mais básica seria, então, o uso de cortinas. Para casos que envolvam automação, cortinas motorizadas podem ser acionadas quando escolhido o modo filme na configuração de automação. Em ambientes com projetores, a única forma de ter uma imagem com bom contraste é escurecendo o lugar, como em um cinema.

Mas nem todos gostam de assistir filmes no escuro, principalmente pessoas que tenham algum problema de visão. “Ambientes escuros cansam a vista mais fácil. Nossos olhos precisam fazer um esforço extra para se adequar a constante mudança de imagens claras e escuras. Nestes casos também há uma solução”, afirma Marengo. Com o uso de iluminação bias, você pode deixar as luzes apagadas, ter uma melhor qualidade de imagem sem precisar aumentar o contraste demasiadamente e não forçar a visão. O diretor diz que para conseguir estes benefícios, basta a instalação de luzes atrás da TV. Ela vai criar uma iluminação indireta no ambiente e por estar atrás do aparelho, não irá gerar reflexos.

Outra ação que ameniza o problema é a opção de backlight em modelos LCD. Caso você utilize o aparelho em um ambiente com janelas abertas ou luzes acesas, uma das formas de diminuir o reflexo é aumentar o nível de backlight. O backlight é a luz por trás da tela, que cria as imagens. Com o aumento da quantidade de luz, a imagem fica mais forte, aparecendo mesmo com reflexos, mas como a cor preta em modelos LCD é a “luz” preta, quanto maior o backlight, menor o nível de preto real. “A recomendação é usar apenas em casos de emergência, pois perde-se muito a qualidade da cor preta. É possível perceber a diferença ao desligar o aparelho”, diz Marengo.

“No fim das contas é questão de escolha. Em um ambiente completamente escuro, a qualidade de imagem será a melhor, mas exposição demasiada irá causar desconforto visual. Com iluminação bias, o desconforto diminui, sem diminuir tanto a qualidade de imagem, em comparação com as luzes acesas. Com o ambiente completamente iluminado, o desconforto será mínimo, mas a experiência não será cinemática”, finaliza o diretor.

[19/10/2011] Levantar para que?

Há um ditado que diz que a necessidade é a mãe da criatividade. Pode até ser verdade, mas conforto e comodidade foram essenciais para muitas invenções que hoje utilizamos e não percebemos como seriam as coisas sem elas. Um exemplo claro é o controle remoto. Seu primeiro modelo surgiu em 1950 e tinha apenas um botão. Seu propósito? Remover a necessidade de ter que levantar-se para mudar os canais na televisão.

Apesar de a tecnologia para criar a primeira televisão tenha surgido em 1923, demorou quase três décadas para a invenção do primeiro controle remoto. E não era tão remoto assim. “O modelo, criado pela Zenith Radio Corporation, era conectado ao televisor por um fio. Além disto, possuía um único botão para trocar de canais, ou seja, para mudar o volume ou ligar e desligar o aparelho, a pessoa precisava ir até a TV”, explica Francisco Marengo, diretor técnico da Prime Home. Uma curiosidade sobre este modelo é seu nome: “Lazy bones”, ou “ossos preguiçosos”. “Não há dúvida de que o controle remoto foi inventado para quem gosta de ficar bem relaxado no sofá sem ter que se levantar”, brinca o diretor.

Cinco depois, a Zenith resolveu remover o fio, o que tornou o controle verdadeiramente portátil. O único problema era que a pessoa utilizando-o precisava ter boa mira. O “Flash-matic tuning” tinha o formato de uma pequena arma e funcionava como uma lanterna. Fotocélulas na TV eram iluminadas pelo controle, o que tornava possível desligar ou ligar o aparelho e o som e mudar de canais. “A desvantagem é que as fotocélulas não diferenciavam a luz do controle da luz de outras fontes. É possível imaginar as confusões que surgiam disto”, comenta Marengo.

Em 1956, surgiu outro modelo, o “Zenith Space Command”. Além de ser sem fio, possuía botões próprios para cada função. A tecnologia usada era a transmissão de ondas ultrassom. “O modelo era caro para a época. Foi com a introdução de transistores que a tecnologia barateou”, esclarece o diretor. Além dito, as ondas ultrassom estão em uma freqüência que podia ser influenciada por outros aparelhos na mesma faixa. Até mesmo alguns animais como cachorros se sentiam incomodados, graças a sua audição aguçada.

Mas a tecnologia evoluiu. Logo as TVs passaram a ter centenas de canais e mudar um por um não era mais um conforto e, sim, uma tortura. Em 1977, a ITT, a pedido da BBC, criou o Protocolo ITT infravermelho, o que possibilitou os controles que utilizamos até hoje. Com a invenção de aparelhos de som, home theaters, players de DVD e outros eletrônicos, as casas começaram a ter controles demais. “Foi então que surgiram os primeiros modelos universais. A automação é a área que mais os utiliza, pois hoje é possível não controlar apenas um mídia center, mas todas as áreas da casa, desde cortinas elétricas até iluminação e som ambiente”, exemplifica Marengo.

E qual modelo é a estrela da atualidade? “A resposta é simples: nenhum. Graças à automação é possível não precisar de nenhum controle. Hoje em dia integramos o sistema a iPhones, iPods e iPads, por exemplo. Claro, existem controles universais, mas a tendência minimizar o número de aparelhos que se carrega. Se você já tem um celular que está sempre no bolso, por que você iria querer mais um controle para o resto?”, finaliza.

[06/10/2011] A certeza das crianças é a dúvida dos pais

O Dia das Crianças está chegando e os pais ficam cada vez mais em dúvida sobre o que dar de presente para os filhos. Com a evolução da tecnologia, os pequenos passaram a preferir ficar em casa, jogando videogame, em vez de ir andar de bicicleta nas ruas. Hoje em dia, pressionados pelos pedidos dos filhos por nomes estranhos como Xbox 360 e Wii, os pais ficam ainda mais confusos. Francisco Marengo, diretor da Prime Home, fala sobre os diferentes modelos de videogames desta geração e diz que “não há motivo para desespero. Há modelos para todos os gostos”.

Vale conhecer os aparelhos que dominam o mercado e as cabeças dos pequenos. São três modelos, cada um com seus diferenciais. O Xbox 360 (Microsoft), o Playstation 3 (Sony) e o Wii (Nintendo). Mas como saber qual videogame as crianças vão preferir? “É uma questão de gosto. Alguns preferem gráficos com alta resolução, outros só querem jogar com os amigos”, esclarece Marengo.

Xbox 360
O console da Microsoft é um dos favoritos quando se trata de qualidade de imagem. Capaz de reproduzir jogos com resolução em até 1080p, o Xbox teve um novo modelo lançado recentemente, o Slim. Um das novidades é o Kinect, sensor de movimentos que acompanha a nova edição do videogame. Com uma câmera, ele capta os movimentos dos jogadores e transmite para o jogo em forma de comandos. “Por remover a necessidade de controles físicos, o Xbox se tornou um dos consoles mais procurados. Os pais compram para os filhos, mas acabam se divertindo com eles por ser uma novidade”, comenta o diretor.

Playstation 3
O concorrente direto do Xbox tem características similares. Com resolução máxima de 1080p, garante imagens de alta qualidade. Um dos diferenciais é o leitor de Blu-ray. Com ele é possível assistir filmes, inclusive em 3D, sem precisar de um aparelho para apenas esta função. Para fazer frente ao Kinect, a Sony lançou o Playstation Move. São controles com sensores próprios que também são “lidos” por uma câmera. “Por ser um controle com um sensor próprio, ele garante maior fidelidade dos movimentos do jogador do que o Kinect”, ressalta Marengo.

Wii
Por último, o campeão da Nintendo. Com recorde de vendas, o Wii é mais famoso por sua jogabilidade. Enquanto o Xbox 360 e o Playstation 3 possuem alguns jogos que aceitam os controles de sensor de movimento, todos os games do console da Nintendo são jogados com joysticks de movimentos. Por ter este foco no fator da jogabilidade, a qualidade de imagem é inferior. “A resolução é SD, ou seja, standard definition. Por possuir um processador gráfico menos potente, ele também é o console mais barato dos três”, explica o diretor.

Aproveitando a deixa, Marengo deixa a dica da melhor TV para usar com o videogame. “Sem dúvida, não importa qual console for escolhido, os melhores modelos são os de plasma. Eles possuem os melhores níveis de preto, além de altas taxas de atualização”, diz. Mas vale lembrar que para ter uma boa experiência, não é necessária uma TV de plasma. Se o modelo tiver altos níveis de contraste e brilho, a imagem será melhor, mas o principal é ter uma TV que tenha resolução HD e altas taxas de atualização, ou freqüência, medidas em Hz. Caso seja utilizado um modelo de plasma, vale lembrar que o ambiente deve ser escuro, pois a tela reflete luz mais facilmente que outros tipos.

[30/08/2011] “Quero ter um em casa”

Ele é utilizado em apresentações em escritórios, salas de cinema e tem sido visto cada vez mais em ambientes residenciais. Um equipamento que, para muitos, é usado apenas quando necessário. Quem não conhece, acredita que é muito caro e uma TV dá conta do recado. Outros ainda acham que não é prático, e tem aqueles que dizem até que não teriam um nem de graça. Mas quando a tela branca se “acende” e uma imagem muito maior aparece, é difícil acreditar em tudo que acabou de ser dito. Francisco Marengo, diretor da Prime Home, diz tudo – “lembra quando você foi no cinema pela primeira vez? Qual foi o seu primeiro pensamento?”

Estamos falando de um projetor. Hoje em dia ele é menor, muito mais barato que há alguns anos e traz qualidade muito superior. Pode ser instalado até em espaços pequenos e, se for projetada adequadamente, pode ser o centro das atenções na sua própria sala de cinema. “Não há discussão. Você pode dizer que uma TV basta, mas quando um projetor Full HD é ligado em uma tela muito maior, você não consegue voltar atrás”, comenta Francisco.

Mas assim como com qualquer outra tecnologia, os projetores vêm em muitas formas. Qual aspecto escolher? Qual é melhor, DLP ou LCD? O engenheiro da Prime, Rodrigo Pamplona, diz que não há uma fórmula para cada caso, mas há direções que podem ser seguidas. “Existem três aspectos. O 4:3, que é o ‘quadrado’ tradicional, o 16:9, que é o wide e os 1.85:1 e 2.39:1, que são os chamados superwide, comumente usados em cinemas. Para apresentações em escritórios, o mais usado costuma ser o 4:3, pois imita a tela de um computador sem alterações. Já o home cinema deverá seguir a linha wide”, explica. A razão é simples. O formato padrão de filmes, atualmente, em DVD e Blu-ray é widescreen, ou seja, 16:9. É o mais indicado para quem é cinéfilo e gosta da fidelidade ao cinema.

Outra característica que deve ser observada na hora da aquisição é a tecnologia de projeção. Atualmente são duas: DLP e LCD. O DLP é a mais tradicional e, portanto, a mais usada. Ele projeta luzes através de um prisma, criando as três cores fundamentais para qualquer imagem: azul, verde e vermelho. Isto tudo é coordenado por um chip especial. Entre as vantagens do DLP, estão o melhor contraste, alta definição e melhor geometria, o que garante uma imagem mais suave. Por estas características, ele é o mais usado em home cinemas. Em contrapartida, ele esquenta mais, fazendo com que o cooler trabalhe bastante, tornando-o o modelo que mais faz barulho. Ele também pode apresentar o chamado efeito arco-íris. “Alguns modelos projetam as cores levemente fora de ordem, distorcendo o contraste e apresentando cores que não são originais da imagem. Mas, normalmente, apenas os aficionados por uma imagem perfeita percebem”, explica Rodrigo.

O outro modelo é o LCD, cuja tecnologia é mais simples. Ele possui uma tela de LCD e uma lâmpada atrás. A tela cria a imagem e a lâmpada ilumina a tela de forma que a projeção saia do outro lado. Sua grande vantagem é a capacidade de projetar imagens sem perder a qualidade mesmo em ambientes mais claros, fazendo com que seja o mais usado em apresentações corporativas. “Como escritórios são ambientes mais abertos, é difícil escurecer o suficiente para utilizar o DLP. Neste caso, o LCD é o ideal”, comenta Rodrigo. Os contras são os mesmos encontrados em outros aparelhos LCD, como monitores e televisores. “Ele pode apresentar um ponto colorido ou escuro, fixo na imagem. Isto se deve a um pixel queimado, que acontece em telas de LCD. Outro contra é a qualidade da resolução da tela do projetor. Caso não seja alta, certas imagens podem ficar mais ‘quadradas’ nas bordas, pois a quantidade de pixels é menor”, explica o engenheiro. “Alguns modelos mais recentes utilizam lâmpadas de LED na projeção LCD. Isto garante maior vida útil no aparelho e economia, mas é uma tecnologia que ainda está sendo aprimorada”, diz Rodrigo.

Por último, a resolução. SD, HD ou Full HD? “Novamente é um caso de necessidade e gosto. Empresas são movidas na base do necessário e por isso optam pelos modelos 4:3 com resolução SD. Neste caso o equipamento é utilizado para carregar mensagens, como apresentações de slides, e alta definição não é necessária”, explica Francisco. Já no caso do home cinema, a escolha é entre HD e Full HD. Com o barateamente do Blu-ray, o Full HD tornou-se o vencedor. “O mais escolhido acaba sendo o Full HD, por ter a imagem da mais alta definição – graças ao Blu-ray – e capaz de saciar o gosto de quem realmente quer ter um cinema em casa. A qualidade será superior a qualquer outra. O único risco é não querer mais sair de casa”, brinca Francisco.

[15/08/2011] Francisco Marengo e Sidney Bohrer de Aguiar no Jornal do Almoço e Bom Dia Santa Catarina

Francisco Marengo, diretor da Prime Home, falou aos programas Jornal do Almoço e Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV, sobre o surgimento de suas duas empresas. Ele contou como teve a idéia de entrar no setor de sonorização ambiente na área corporativa e, posteriormente, abriu sua segunda empresa na área de home cinemas. Sidney Bohrer de Aguiar, consultor da SBA Associados, também esteve nas entrevistas e falou sobre empreendorismo jovem e deu dicas para quem quer iniciar seu próprio negócio.


Bom Dia Santa Catarina


Jornal do Almoço

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