Dez curiosidades sobre o maior zoológico de Santa Catarina

Mais de 128 mil visitantes já se encantaram com os animais do Zoo Pomerode só no primeiro semestre. E não é para menos: suas histórias e características mexem com o coração de todos.

Mas, já pensou nas curiosidades que os bastidores do lugar reservam que as pessoas nem imaginam? Por exemplo, sabe quantos quilos de alimento são necessários para manter todos os bichos diariamente? E que eles comem picolé durante o verão e recebem cobertas no inverno? A bióloga Tays Daiane Izidoro, separou 10 fatos interessantes sobre o Zoo. Confira:

O Zoo Pomerode foi criado por acaso
Foi fundado em 1932, por Hermann Weege, um empreendedor de Pomerode (SC). Para abastecer suas indústrias e as casas de seus familiares, o empresário decidiu construir uma hidrelétrica. Algum tempo depois um vazamento de água criou uma lagoa em sua propriedade. Com alimentação garantida, animais começaram a aparecer no lugar. E Weege, juntamente com seus funcionários, começou a cuidar de todos. Os moradores da cidade sabendo desta preocupação, sempre que encontravam bichos precisando de cuidados, levavam para lá. Surgiu assim a ideia de construir o zoológico.

É um dos poucos zoológicos privados do país
O espaço é mantido pela Fundação Hermann Weege, uma instituição particular e sem fins lucrativos. Os ingressos são responsáveis por 95% da receita necessária para a manutenção do zoológico e para o bem-estar dos animais. “Essa renda também permite investimentos essenciais em ações de educação, pesquisa e conservação da biodiversidade, assegurando a sobrevivência de espécies ameaçadas”, comenta Tays.

A estrutura abriga mais de mil animais
O Zoo Pomerode é responsável por preservar 1.011 animais e 242 espécies da fauna nativa do Brasil e de outros países. Além disso, para ampliar seu compromisso com a natureza, ainda participa da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), que possui um Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) para a conservação de 25 espécies nacionais ameaçadas de extinção. Integra também o comitê que contribui para a proteção dos micos-leões, sendo o quarto zoológico do mundo a reproduzir micos-leões-pretos. É o único Zoológico que abriga leões-angolanos no continente Americano, outra espécie ameaçada de extinção que possui um programa de conservação internacional.

Acolhe animais que foram maltratados
Atualmente, 77% dos bichos abrigados no Zoo Pomerode vieram de resgates e apreensões. Alguns foram vítimas de atropelamentos, caça, choques em rede elétrica, envenenamento ou capturados ilegalmente para o tráfico. Nestas situações, alguns tiveram fraturas, amputações ou são dependentes de algum tratamento especial, o que os torna incapazes de sobreviver sozinhos. Por isso não podem ser reintroduzidos na natureza. Os outros 23% são nascidos sob cuidados humanos, ou seja, em outras instituições parceiras, que contribuem com ações de manejo e conservação destas espécies, muitas das quais estão ameaçadas de extinção. “Isso significa que eles não são retirados do meio ambiente para viver no zoológico. Todos estão aqui para que possamos manter a sua proteção e qualidade de vida”, ressalta Tays.

Quarenta profissionais trabalham para garantir o bem-estar dos animais
Quando o zoológico foi criado, os bichos eram alimentados pelos próprios funcionários de Hermann Weege. O que é muito diferente de agora, já que o espaço conta com 40 funcionários, sendo que 20 deles estão diretamente relacionados com os cuidados diários dos animais. São biólogos, veterinários, tratadores e outros profissionais que garantem o bem-estar e supervisão 24 horas por dia, durante todo o ano, das 242 espécies que vivem no Zoo.

Os animais possuem áreas privadas
Todos os ambientes do Zoológico têm áreas internas, utilizadas para o manejo dos animais. Estes locais também são usados para descanso, caso o bicho queira ficar longe do público. Além disso, mesmo na parte externa, existem pontos de fuga como troncos, pedras e outros lugares onde eles não podem ser vistos pelos visitantes. “É importante ressaltar que todos os animais podem decidir onde ficar e o que fazer em sua rotina. As estruturas e o manejo realizado objetivam dar opções de escolha para cada um”, explica a bióloga.

São 24 toneladas de alimento por mês
Diariamente são manipulados cerca de 800 kg de comida, entre itens de hortifrúti, carnes, peixes, ovos, capim, alfafa, rações e suplementos. Por ano, são 288 toneladas. Toda esta dieta é recomendada pelos profissionais de nutrição e veterinários do Zoo e comprada de fornecedores inspecionados, para garantir alimentos de qualidade para os animais.

Recebem cuidados diferenciados no verão…
Para espécies mais sensíveis às mudanças climáticas, os espaços possuem áreas climatizadas, onde os animais podem permanecer se quiserem. Na dieta, alimentos mais leves são introduzidos junto com picolés preparados com matérias-primas adequadas para cada um deles.

… e também no inverno
Além dos ambientes climatizados, cobertas são distribuídas para os animais durante os dias mais frios, como uma forma a mais de aquecimento. Outro cuidado é com a alimentação, que inclui um reforço com itens mais calóricos ao longo da estação. “Cada espécie possui necessidades específicas, como uma boa nutrição, ambiente adequado e atenção veterinária. E isso também varia de acordo com a estação do ano”, completa a profissional.

Desenvolve programas de conservação da biodiversidade
Desde 2002, o Zoo Pomerode busca conscientizar a população sobre a importância do equilíbrio entre natureza e sociedade. Para isso, na estrutura, existe o Núcleo de Educação Ambiental Hans Eduard Arnhold, que realiza palestras e outras atividades de sensibilização para os visitantes, em prol da conservação da biodiversidade.

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