Melz Assessoria de imprensa

Presidente do Grupo Boticário traz três grandes lições para empresários catarinenses
13/06/2016

O Grupo Boticário é a maior franqueadora no Brasil, com cerca de 4 mil lojas. Tem 7 mil colaboradores diretos e 25 mil indiretos. Produz o perfume mais vendido do país, o Malbec. Gere quatro marcas: O Boticário, Eudora, The Beauty Box e Quem disse, Berenice?. A frente de todos estes números, um executivo que encantou cerca de 600 pessoas que enfrentaram o frio para conhecer a trajetória da empresa iniciada pelo seu cunhado, Miguel, há 39 anos: Artur Grynbaum. Ele esteve no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau (SC) na última sexta-feira (10) numa palestra realizada pelo Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC).

Ao apresentar o executivo, a presidente do SCMC, Amélia Malheiros, destacou a notoriedade do Grupo Boticário tanto para o mercado quanto para os consumidores, que mantém um carinho muito especial pela marca. “O Boticário é um símbolo de produto e negócio brasileiro de qualidade. Temos que ter muito orgulho do que esses executivos brilhantes e visionários construíram”, defendeu.

A apresentação, onde Artur foi contando a história do Grupo Boticário e os principais desafios enfrentados nesta trajetória, deixou três lições contundentes.

Em time que está ganhando há oportunidade de mexer
Este foi um dos destaques da fala de Artur. Ele reforçou que a máxima brasileira de que “em time que está ganhando não se mexe” não vale para os negócios. “Em 2008, quando o mundo viveu um cenário econômico bastante desafiador e o Brasil estava num bom momento, nós olhamos para o futuro e percebemos que precisávamos alterar alguns processos e realizar mudanças na organização. Enquanto os números estavam crescendo e poderíamos ter nos acomodado, começamos a pensar no que faríamos de novo”, comentou.

“Acredito que o crescimento sólido que alcançamos nos últimos cinco anos tem muito a ver com aquele momento em que decidimos que tudo estava bem, mas precisávamos nos preparar para o que estava por vir”, comentou Artur. Foi neste momento de mudanças intensas que aconteceu a criação do Grupo Boticário e a ampliação no portfólio de marcas.

Hoje, em que o negócio segue com números positivos e acima da média nacional, o momento é de colher resultados das últimas reestruturações. “Desde 2014 estamos trabalhando para que a nossa estrutura seja mais ágil, para que dê respostas mais rápidas. Hoje os números refletem a importância dessa antecipação. Quem se antecipa começa na frente”, defendeu Artur.

As melhores práticas de gestão podem ser aplicadas em empresas familiares 
O Grupo Boticário não é uma empresa de capital aberto. Por isso, fica livre de algumas obrigatoriedades. O conselho de administração e o relatório de sustentabilidade estão entre elas. Mesmo assim, as duas práticas são realizadas na empresa. “Não podemos pensar no que temos ou não a obrigação de fazer. E, sim, o que consideramos saudável e viável para a organização. Fomos uma das primeiras companhias a pensar em fundar uma Fundação de proteção ao meio ambiente, muito antes da palavra sustentabilidade entrar na moda. Porque, então, não fazer um balanço das nossas ações?”, comentou Artur.

Para o executivo, as melhores práticas precisam ser analisadas como oportunidades, não como obrigatoriedades. “Se elas trazem resultados efetivos quando não são opcionais, podem gerar um excelente retorno também quando são espontâneas”, acrescentou.

Comunicação leve e condizente com a realidade 
No Dia dos Namorados de 2015, há um ano, O Boticário se tornou um dos assuntos mais comentados no país na internet. Tudo por conta de uma campanha que incentivava a troca de presentes entre casais homoafetivos. “Nós acreditamos numa comunicação leve, que não varra nada para debaixo do tapete e represente a rotina das pessoas. É por isso que tratamos de temas como o empoderamento feminino, pais divorciados, adoção e até datas comemorativas para quem está longe da família”, explicou Artur.

“As reações a essas campanhas são maciçamente positivas e nos aproximam do público na medida em que mostram que somos transparentes em relação aos nossos valores e crenças”, finalizou.

Sobre o SCMC
O Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) é uma plataforma colaborativa que conecta empresas e universidades de moda e design para capacitar pessoas, fomentar a inovação, estimular ambientes pulsantes e ressignificar protagonismos.

Em mais de 10 anos de atuação, mais de 45 empresas catarinenses já passaram pelo SCMC e 25 instituições de ensino aderiram à plataforma através da participação dos seus alunos. Foram mais de 400 eventos de capacitação que impactaram cerca de 30 mil profissionais e acadêmicos. Juntas, as empresas associadas faturam R$ 4 bilhões.

Atualmente, 16 empresas fazem parte da plataforma: Altenburg, Audaces, Cia. Hering, Círculo, Copa&Cia, Coratex, Cores e Tons, Dudalina, Fakini, HI Etiquetas, Karsten, Lepper, LOA Underwear, Marisol, Meu Móvel de Madeira e Tecnoblu.

Artur Grynbaum esteve em Santa Catarina na última sexta-feira (10). Imagem: Daniel Zimmermann

Artur Grynbaum esteve em Santa Catarina na última sexta-feira (10). Imagem: Daniel Zimmermann