Melz Assessoria de imprensa

Relacionamento com a mídia: o que NÃO se deve fazer
04/08/2017

[Por Sabrina Hoffmann, que morre de medo de presenciar uma situação dessas]

Nas reuniões, apresentações ou media trainings que realizamos, costumamos destacar que o nosso objetivo como assessoria de imprensa é apoiar uma marca ao ponto de os jornalistas a buscarem como referência. Nesse processo, existe um longo período de muito trabalho e dedicação até quem uma empresa, profissional ou negócio se torne a fonte dos sonhos.

Mas para que a mídia reconheça você dessa forma, não basta apenas todo o planejamento e execução realizado pela assessoria de imprensa. Envolve ainda a sua equipe de marketing e o próprio posicionamento da equipe ou fontes na hora de dar entrevista ou atender a uma demanda dos veículos de comunicação.

Você sabe quais são aquelas coisas que nenhum jornalista quer enfrentar na hora de realizar uma pauta com você ou qualquer outra fonte? O que faz com que um canal de comunicação resolva não entrevistar mais determinado profisisonal ou fique com uma impressão negativa de alguém? Olha só algumas situações que a gente separou:

– Simpatia ou bajulação?

Dar entrevista para aquele profissional super reconhecido é o máximo. Encontrar o apresentador de TV que você sempre assiste é muito legal. Mas aproveitar uma pauta para pedir autógrafo, tirar várias fotos ou elogiar demasiadamente o entrevistador só vai causar desconforto e má impressão. Todo mundo pode – e deve! – ser cordial ao atender a imprensa, mas nenhum jornalista vai querer repetir uma pauta se souber que a fonte é um tremendo puxa saco. Equilíbrio sempre!

– Atrasar?

Principalmente em pautas factuais ou de TV é comum que a equipe de gravação acabe atrasando um pouco até chegar ao local indicado. Isso porque eles realizam várias matérias em um mesmo dia e muitas vezes precisam encaixar novas entrevistas ou assuntos ao longo do dia. Justamente por esse motivo é que eles esperam que você esteja no local combinado dentro do horário, evitando atrasos em outras agendas. Seja pontual sempre e se for para desmarcar alguma pauta, faça com o máximo de antecedência possível. Surgiu um imprevisto? Tente outra fonte da sua empresa como Plano B ou contate a assessoria o mais rápido possível para que o jornalista não fique na mão.

– “Esqueci o que falar”

É super comum que o entrevistado fique nervoso antes de gravar. A gente, inclusive, dá algumas dicas para que o cliente possa driblar essa sensação e conseguir aproveitar aquele espaço que a assessoria conseguiu. No entanto, não conte com a sorte. Estude a pauta antes e se precisar, leve algumas anotações – principalmente de números – para a conversa.

– Forçando a barra para novas oportunidades

Se o seu amigo ou o amigo do amigo têm histórias bacanas, que ótimo! Mas não utilize esse momento, muitas vezes restrito, que o jornalista reservou para a sua pauta para tentar emplacar outros assuntos. Aproveite a oportunidade para explorar ao máximo o assunto proposto e garantir um espaço bacana. Evite contar histórias pessoais ou se alongar em um bate-papo que fuja do foco da conversa.

– Stalkeando o jornalista

As redes sociais estão aí e são ótimas ferramentas, inclusive para as empresas. No entanto, sair de uma pauta e ir correndo adicionar o jornalista para, em seguida forçar uma amizade que não existe, é totalmente desaconselhável. Se o entrevistado contar com uma fan page dedicada ao trabalho dele, utilize esse canal para acompanhar as novidades. Muita gente utiliza os perfis para manter contato apenas com amigos, mantendo a vida profissional separada. Não saia curtindo e compartilhando tudo no intuito de causar uma boa impressão. O tiro pode sair pela culatra.

– Não queira ensinar o padre a rezar a missa

Se você fosse pintor e alguém quisesse te ensinar como usar o pincel, você ficaria desconfortável, certo? Então não faça o mesmo com o jornalista. “Poderíamos falar sobre isso”, “acho que aqui é um bom lugar pra gravar”, “aparece a logomarca se você for um pouco pra lá” são frases que podem colocar você na lista das fontes non gratas do jornalista. Quem sabe a linha editorial, a pauta e a forma como ela deve ser apresentada é ele. Sugerir de uma maneira cordial é diferente de tentar tirar proveito ou fazer com que as coisas saiam do jeito que você quer. O controle nesta situação é de quem entrevista. Não é um vídeo institucional e, sim, uma matéria jornalística.

Ficou em dúvida sobre como aproveitar cada entrevista agendada pela assessoria de imprensa? Não hesite em entrar em contato com a equipe para alinhar e receber dicas quentinhas para esse momento.

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