[1º/04/2011] Projeto Brazilion: Difícil definir, fácil de gostar

Capa do EP Sine qua non.

Tem um quê de samba, outro tanto de baladas, uma pitada de rock’n roll. É difícil definir o som do duo Brazilion. Criado por Bruno Stolf, desde o início do ano conta com a participação de Marco Melz. E o que já era difícil de definir, se tornou impossível. As influências de Bruno passam por MPB, samba, folk, indie, jazz, rock e pop. As de Marco são bossa-nova, blues, heavy-metal e instrumentais. E agora você encontra um pouco de tudo isso no Brazilion.

Para Bruno, as músicas nunca surgem sob pressão. “É um processo natural. Já me perguntaram se crio primeiro a letra ou a melodia. Geralmente o que aparece primeiro é a melodia, mas não é regra. E, se não é regra, não tenho músicas que sejam exceção”, explica. Da sinergia entre ele e Marco, surgem os solos e os elementos que aparecem em algumas das novas composições.

Este ano o duo iniciou uma parceria com Marcelo Labes, que compôs uma das músicas que deve aparecer no próximo disco. A expectativa dos dois é que, já em 2012, a gravação seja iniciada.  Enquanto as composições não são finalizadas, no MySpace www.myspace.com/brazilionmusic você confere algumas das novas músicas em versões experimentais.

Sine qua non
Em 2009, Bruno Stolf, ainda sozinho, gravou o EP Sine qua non, com três faixas. As três foram compostas e gravadas por ele. Beautiful Girl, Ela e My Samba são os títulos. O nome, em latim, significa “sem a qual, não”, uma homenagem a mãe dele.

Sobre os músicos
Bruno Stolf começou a tocar violão aos 12 anos, contrariando sua vontade própria que era tocar bateria. Por morar em apartamento, os pais nunca permitiram. As apresentações nunca passaram do sofá da família. Por lá, já ouvia algumas das bandas que até hoje são referência pra ele, como Dave Matthews Band. Hoje, aos 21, trabalha em novas composições para, quem sabe, no início de 2012 gravar um disco com o novo formato do projeto Brazilion: agora um duo.

Marco Melz começou a tocar violão aos oito anos. Na verdade, seu primeiro instrumento foi o contra-baixo. Das aulas de guitarra com Régisson Silva e da influência do heavy-metal, tirou a técnica. Do seu gosto musical, extremamente eclético, a sensibilidade. Entrou para o projeto Brazilion no início deste ano e, nas últimas composições, inseriu nas músicas violões, baixo e percussão.