[28/06/2012] Mais saúde à mesa

Mesmo morando em apartamento, quem não gostaria de ter uma horta à sua disposição? Poder colher os temperos, frutas e legumes saudáveis e sem agrotóxicos para garantir uma alimentação saudável? Para a engenheira florestal e gerente da Casa di Fiore, Ana Glória Nunes, é perfeitamente possível cultivar diversas plantas, mesmo que o espaço disponível seja pequeno. “Para quem mora em apartamentos ou possui jardins com pouco espaço, a melhor opção é montar uma mini-horta. Com alguns cuidados básicos, em pouco tempo as plantinhas já poderão ir à mesa”, conta.

Segundo a gerente, as espécies mais procuradas pelos apaixonados por hortas são os temperos em geral, alface, couve, beterraba e morango, por serem de fácil cultivo. “Quando a horta é feita na vertical ou horizontal (com vasos nas paredes) sobra mais espaço para o plantio e o número de plantas que poderão ser cultivadas aumentam consideravelmente”, ressalta.

As árvores frutíferas não ficam de fora. Se o apartamento possuir sacada, algumas espécies podes ser cultivadas em vasos grandes. É o caso da jabitucabeira, que posta em local com sol e claridade com certeza dará frutos.

Além das regas, uma mini-horta exige alguns cuidados. Sol e luminosidade é fundamental para o desenvolvimento das plantas. “Além disso, os vasos precisam receber terra composta com adubo orgânico. Periodicamente é importante fazer a limpeza, a adubação e a aplicação de defensivos naturais, que evitam a proliferação de fungos. São cuidados simples, que garantem alimentos sempre frescos para a sua família”, completa.

Sobre a Casa di Fiore
A Casa di Fiore é o maior garden center do Vale do Itajaí. Localizado na Rua Fernando de Souza, próximo à Via Expressa, em Blumenau, trabalha com plantas, vasos, acessórios e produtos especiais. São mais de 1.600 metros quadrados de opções para os apaixonados por plantas.

[13/01/2012] Cultura oriental em forma de vaso

Você sabe o que é um bonsai? Vinda do Japão, essa planta é uma réplica artística de uma árvore natural em miniatura. Em outras palavras, representa um arbusto com dimensões reduzidas e plantado em um vaso de pequena profundidade. Os bonsais começaram a ser produzidos e comercializados em concursos e leilões, em cultivos amadores e sem estilo definido. Nos últimos vinte anos, a técnica tem tomado conta do mundo.

Ana Glória Nunes, engenheira florestal e gerente da Casa di Fiore, diz que o interesse pela planta vem crescendo junto a outras artes orientais altamente valorizadas. “Ao contrário do que se pensa, cuidar de um bonsai é razoavelmente fácil. Os três pontos principais são água luz e nutrição”, explica. Segundo Ana, o número de regas varia de acordo com o clima da época. Em dias normais, uma rega a cada dois dias é o suficiente. Em dias quentes, porém, é preciso aguar a planta até duas vezes ao dia.

Como todas as plantas, o bonsai precisa de luz para fazer a fotossíntese. Ana destaca que é importante pesquisar sobre as particularidades da planta, já que cada espécie necessita de cuidados diferentes. “Folhas amareladas significam excesso de luz. Folhas muito escuras, por outro lado, mostram que o bonsai precisa de mais sol”, ensina. A dica é mover a planta até que ela se estabilize completamente.

Para garantir que o bonsai receba todos os nutrientes importantes para crescer com saúde, você deve procurar o tipo de adubo ideal. Granulados, em pó ou líquidos, eles aparecem em formulações orgânicas ou minerais. “Os tipos orgânicos são os mais indicados, já que são menos arriscados. A recomendação é iniciar o cultivo com essa formulação e ir trocando aos poucos”, aconselha Ana.

[20/12/2011] Existe vida após o ar-condicionado?

Quem vive em cidades grandes e com intensas ondas de ar seco, sabe: o verão torna praticamente obrigatória a presença do ar-condicionado. Porém, em meio ao vislumbre de dias mais frescos, um detalhe pode acabar sendo deixado de lado: as plantas. Ambientes tomados pela praticidade da refrigeração do ar são prejudiciais para a maioria das espécies ornamentais. Com a falta de umidade, elas sofrem uma desidratação acelerada e, gradativamente, adquirem um aspecto queimado. Resultado: não há regeneração possível e a folhagem se desintegra completamente.

Ana Glória Nunes, engenheira florestal e gerente da Casa di Fiore, explica que há medidas a serem tomadas para evitar que isso aconteça. “É vital abastecer as plantas com a umidade necessária, instalando pontos de fornecimento pela evaporação: a terra do vaso, na superfície, pode ser um deles”, diz. “Além de ajudar a umedecer as folhas, estes pontos ajudam a desenvolver novas mudas”, complementa.

A luminosidade é outro fator importante para a sobrevivência das plantas no ar-condicionado. Lâmpadas fluorescentes não são indicadas, já que produzem muita claridade e não emitem os raios necessários para o processo de fotossíntese.

Por fim, Ana destaca que os cuidados com a adubação também merecem atenção. “Fertilizantes foliares podem ser utilizados uma vez ao mês, porque suprem as necessidades para o crescimento sadio das plantas. Eles são ricos em micronutrientes como zinco e cobre”, conclui.

[06/12/2011] A base de qualquer jardim saudável

Imagine um edifício projetado para sustentar oitenta andares. Cada tijolo incorporado à construção deve ser cuidadosamente ordenado para garantir que o prédio se mantenha de pé. Da mesma maneira, os engenheiros responsáveis pela execução da obra precisam ter certeza de que tudo esteja minuciosamente calculado para evitar eventuais contratempos. Porém, a etapa mais importante do processo é a solidificação da base em que o edifício será construído. Sem isso, o perigo se torna iminente e as chances de fracasso são tremendamente maiores. Em se tratando de flores, a ideia é basicamente a mesma: para que possam florescer e germinar, as plantas precisam de um bom solo que proporcione quantidades adequadas de minerais, água e ar, além de substâncias orgânicas.

O húmus é o mais completo adubo orgânico existente. Rico em fósforo, potássio, cálcio, magnésio e outros elementos, o composto é produzido pelas minhocas e melhora o estado físico e nutricional das plantas. Por isso, preste atenção: um jardim habitado por minhocas é, consequentemente, um jardim saudável. Ana Glória Nunes, gerente da Casa di Fiore, diz que há outros indicativos para saber se suas plantas estão em bom estado. Segundo ela, a base ideal combina as vantagens dos solos arenoso e argiloso. “O objetivo é que o cultivo retenha água e nutrientes com uma grande proporção de húmus. Além disso, o solo deve ser permeável ao oxigênio e fácil de separar”, observa Ana.

Para testar a qualidade do solo, a gerente da Casa di Fiore dá a dica. “É só umedecer a terra e esfregar uma pequena amostra entre os dedos. Se for escorregadia, trata-se de um solo arenoso. Se você conseguir moldar a terra numa forma cilíndrica e quebradiça, trata-se de um solo arenoso-argiloso. Já a terra totalmente argilosa permite fazer um rolo firme com as mãos”, finaliza Ana.

[09/11/2011] Como sobreviver ao calor

Com o verão se aproximando, o calor aumenta cada vez mais. A intensidade do sol não é prejudicial apenas para a nossa pele, mas também para as plantas. Os tipos que não devem receber iluminação direta ressecam mais rapidamente dentro de apartamentos e casas e as espécies que ficam no lado de fora necessitam de mais cuidados. Ana Glória Nunes, gerente da Casa di Fiore, diz que as regas, adubação e podas devem ser repensadas para esta época do ano.

Durante o calor que precede o verão as regas devem ser mais freqüentes. “O ideal com as plantas exteriores é regar duas vezes ao dia, sendo uma de manhã e outra pelo final da tarde, com o sol baixo”, diz a gerente. Com as plantas que ficam dentro dos ambientes, pode acontecer o ressecamento pela baixa umidade do ar e o ar abafado. Nestes casos, as plantas podem ser borrifadas com água em temperatura ambiente.

Em relação a adubação, a regra é simples. “A adubação deve ser feita normalmente de acordo com cada planta. Dependendo da época – de floração ou plantio – existem adubos específicos. Mas o que se deve observar é a quantidade de água utilizada. Com o calor, pode ser necessário mais do que o normal”, observa Ana.

Quanto a poda, deve se ter um cuidado especial. A época de calor torna a proliferação de doenças mais fácil, portanto folhas e caules visivelmente infeccionados devem ser removidos rapidamente. A planta também deve ser isolada, se possível.

Por último, um cuidado simples, mas que pode salvar o jardim exterior. Fixe estacas para segurar e proteger as plantas das chuvas fortes, comuns nesta estação. “As chuvas de verão costumam ser carregadas e com muito vento. Mesmo cinco minutos podem ser suficientes para danificar fortemente as plantas”, finaliza a gerente.

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